quarta-feira, 22 de junho de 2011

Chuva

Hoje um amanhecer repleto de lágrimas,
lágrimas caídas do céu, chorosas de inverno
gotas que se unem, que molham calçadas
de gente molhada, por onde se olhe são lágrimas
ao vento são lágrimas frias, de dor e agonia
num dia como hoje, são apenas lágrimas por um simples chorar

Lágrima, o seu existir entristece
com a dor não se tece viver algum, pobre de sentimentos que te faz existir
triste da quele, que te dá vida
amanhecer em lágrimas, vindas dos céus
lágrimas dos anjos, lágrimas dos deuses
simples lágrimas, a molhar a terra fértil

Tristeza vinda dos céus? ou sua existência é um chorar alegre?
suas lágrimas rolam, por toda a pele e também ao chão
sua presença umedeci o ar, inunda e devora também o simples lar
ao olhar trans forma paisagens, ao chorar torna vidas em vazio
a alguns sinonimo de beleza, a outros causa de extrema dor

Lágrimas, que descem, lavam a alma de seres sofredores
lágrimas, de sofrer em desilusões de amores
lágrimas, que molham a terra, que seca de presa ao ressurgir do sol
lágrimas, que vem de presa que molha e deixa posas de esperança e ilusão
lágrimas, doces são seus fragmentos, pois trazes também sentimentos que nos fazem bem
lágrimas, em tons de cinza tu nasces, ganhas cores com o raiar do sol, mas cinza é sua
essência

Tu lágrimas silvestres ao luar tu vieste a tocar em sonhos meus, também seus, de toda gente
se faz presente, também na mente de quem já não mais possui abrigo, corre perigo ao lado seu

vós ó lágrima cruel, teces do céu uma veia até cair, tocar e seguir na direção que a terra lhe
oferece
frio o seu tocar, na pele fazendo com que seu toque adormeça enquanto molha em cada suave
gota que cai

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