sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Vê-me seus olhos me são luz

Vê-me, pois sou vivo, 
vê-me por que te vejo, 
vê-me por que preciso, 
sei que não sou sol tão menos lua,
 não possuo brilho como estrela,
 mas te posso refletir como as águas ou como espelhos, 
olha-me por um segundo, 
vê-me por que necessito de vosso doce olhar, 
vê-me por que sem teu olhar eu morrerei,
 basta-me um leve olhar seu para que viva feliz ao lado seu
 mesmo que não mais seja visto.

Vê-me, pois estou aqui a sua espera,
 por mais longa que seja a minha espera não desistirei de seus olhos, 
pois seus olhos são a minha fonte de vida, 
olha por um pequeno instante faz-me vivo, 
sou pequena, 
sou tão pouco, 
do seu olhar eu preciso, 
eu preciso de seu olhar, 
uma luz radiante transmite o vosso olhar, 
quero um pouco de sua luz para te iluminar.

Vê-me, pois sois a minha melhor visão, 
olhe para o nada e sei que me vais ver,
 sou um nada que te segue um nada que te ama,
 olha-me com seu olhos de mel açucarados 
de tão doce mel são feitos os teus olhos
 que tantos o desejam mas tão poucos o podem provar, 
quisera eu ter seu olhar, 
quisera eu poder te refletir,
 tu poderia me ver, fazer-me feliz 
mas nada sou aos olhos
 seus que seu brilho me escapa
 e não me ofusca bruscamente a alimentar o meu ser tão frágil,
 vê-me e faz-me companhia, 
pois em minha vida somente tu 
 trará todo bem de que necessito.


Vê-me, pois sou barro que sustenta 
pó que o vento orienta, 
mas que seus olhos não o vêem, 
vê-me, pois não sou fogo, mas sou chama,
 e se me olhares tu veras a brasa viva, 
vê-me, por que sem seu olhar já não sou nada 
não sou nem pequeno grão de uma estrada, 
quero ter-te sempre feliz, 
tu sois a ponte naufragada, 
atraca em meu porto seu coração.

"Estes são olhos de quem admiro muito"
(imagem olhar de Dulce Pontes)


terça-feira, 27 de setembro de 2011

CURSO DO VENTO

No olhar o curso do vendo,
a levar junto dele as frágeis folhas no
embalo continuo das arvores que o vento toca,
chegará ao longe frágil folha, ou tu descerá tão logo ao chão...

Tu será sozinha e pequena,
levada ao longe para que possas conhecer
além da arvore que te alimenta,
folha sintas o vento a sua beira, 
quando sentir-se pronta para
seguir se solte e vá com ele,
ele não será amor, mas te dará um caminho
para que tu possas repousar
e germinar a terra 
e ai de tua existência
 nascerá vida nova.

Vento para mim hoje sois brisa, 
sois a imensidão vinda de longínquo horizonte 
para uma nova era, 
tu que sopras pra vida, 
trabalho infinito para que nada se perca da ordem, 
tão suave podes ser, 
e tamanha é sua força,
 pois até montanhas podes mover. 

Tu sois vento a beira mar que move as águas 
a nos revitalizar, sou areia
levada por ti, guida ao vento 
para sorrir.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

SOPRO DAS ASAS



Se Deus não nos deu asas, a alma aprende a voar com a magia da musica, com os sentimentos inexplicáveis que possuímos, com a força do amor que nos toma, com a beleza que fomos presenteados por Deus.. 

Sim não temos asas como os pássaros, nem somos parte que completa a imensidão do céu, somos grão de areia, somos pó, somos tão pouco e não temos asas, mas voar é o que queremos, e quando se aprende a voar, nunca se quer parar..

Por quê Deus não nos deu asas, mas não nos impede de voar? somos capazes de voar com os pés firmes, podemos voar sem sair do lugar donde estamos, o corpo não é capaz de voar sozinho, mas nossa alma essa é capaz de nos levar ao infinito, nos faz capazes de tocar com as mãos o céu, a sentir nos dedos as frágeis nuvens..

Descobri as asas de minha alma, descobri como sentir-me a explodir por todo meu interior, descobri que lágrimas também são doces acompanhadas de bons sentimentos, descobri que minhas asas tem nome, minhas asas se chamam musica e minhas lágrimas se chamam AMOR.

"(AO SOM DE MINHAS ASAS, "AO SOM DE CANÇÃO DO MAR" EM SENTIDO AO INFINITO)"