quinta-feira, 29 de novembro de 2012

FIO DE DESGRAÇADA

Tem dias que a boca clama por um beijo teu,
dias que o corpo arde pelo o seu tocar,
em que a alma pede por seu existir,
que deliro por seu chegar.


Às vezes suspiro só por te imaginar,
a pele queima com a brisa sem parar,
sou brasa da paixão, sois o fogo da ilusão,
essa sua falta que me vai matar.

O desejo de tua boca me faz arder, me deixa louca,
o braseiro a flor da pele me entorpece a sanidade,
entrego-me por inteiro ao delírio e a vontade,
depois de minha entrega abro os olhos, a realidade.


O ardor que me confere é ilusão demasiada,
o clamor que a boca pede, traça o fio de desgraçada,
a paixão que me consome fantasia inanimada,
quando a luz aos olhos fere a vida não é mais nada.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Tristitia


Escondo-a no bosque 

não há saída, prendo-me 
já não há voz, ouço o clamor 
onde está a esperança?


A boca cala, faz-se á escuridão

voa, voa, o olhar grita
esmaga, fere dilacera
não há saída, corre e vai!


Não tem luz, há um caminho?

Não tem portas, tudo se fecha
defendo-me de minhas palavras
confronto minhas razões...


Tropeço no orgulho

fragiliza a existência 
abandono, abandono e deixo
sinto frio não tenho vida.


Escuto o olhar

não ouço mais nada
já não me movo
ainda estou vivo?


Estendo a mão

não tenho respostas
salto em voo sem saber voar
ainda respiro torno a chorar


Mesmo escondida 

nela presa vou estar
se não há expor 
vai me matar.