Escondo-a no bosque
não há saída, prendo-me
já não há voz, ouço o clamor
onde está a esperança?
A boca cala, faz-se á escuridão
voa, voa, o olhar grita
não há saída, corre e vai!
Não tem luz, há um caminho?
Não tem portas, tudo se fecha
defendo-me de minhas palavras
confronto minhas razões...
Tropeço no orgulho
fragiliza a existência
abandono, abandono e deixo
sinto frio não tenho vida.
Escuto o olhar
não ouço mais nada
já não me movo
ainda estou vivo?
Estendo a mão
não tenho respostas
salto em voo sem saber voar
ainda respiro torno a chorar
Mesmo escondida
nela presa vou estar
se não há expor
vai me matar.

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