quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Tristitia


Escondo-a no bosque 

não há saída, prendo-me 
já não há voz, ouço o clamor 
onde está a esperança?


A boca cala, faz-se á escuridão

voa, voa, o olhar grita
esmaga, fere dilacera
não há saída, corre e vai!


Não tem luz, há um caminho?

Não tem portas, tudo se fecha
defendo-me de minhas palavras
confronto minhas razões...


Tropeço no orgulho

fragiliza a existência 
abandono, abandono e deixo
sinto frio não tenho vida.


Escuto o olhar

não ouço mais nada
já não me movo
ainda estou vivo?


Estendo a mão

não tenho respostas
salto em voo sem saber voar
ainda respiro torno a chorar


Mesmo escondida 

nela presa vou estar
se não há expor 
vai me matar.

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