segunda-feira, 11 de julho de 2011

Vales de viver, jardim de amor

Amor que embriaga, e de veras inunda o peito sem mesmo que seja a sua vontade toma em imensas proporções, devora com seu olhar as devesas de minha alma deixa-me sem defesas leva-me pra si.
Enlouquece meus sentidos inunda-me com seu saber, planta sem a certeza de uma colheita, amar as escuras sem luz alguma a indicar a direção, pois quando há uma luz sega-nos os olhos sendo assim seguimos com olhos fechados.
Passamos por entre espinhos e pedras pontudas, e no escuro em que seguimos as feridas e arranhões são inevitáveis, mas mesmo sem ver seguimos adiante, temos a esperança de que ao chegar ao final deste vale de pedras há um vale de céu limpo grama fofa, e belos jardins a exalar distintos perfumes, com arco-íris de cores nos campos vistos por todo horizonte.

Blasfêmia alguma será dita, e a paz reinara em nossos corações, restarão apenas à alma o coração flores e folhas de um imenso jardim.

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