quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Deserto

Deserto longínquo onde meus pés se prendem na fina areia
 quente tu soubera de meu sofrimento
e me deixara arder no árido sol afogando-me em agonia,
não serão os abutres que festejaram o meu desfalecer,
 a festa será dada por ti, tu quisera ver-me em sofrimento
contínuo sem dar-me uma única esperança de vida.
Não são tristezas que movem o amargor da vida,
são as incertezas que carregamos em nossas mentes
e as nossas esperanças que preenchem
as muitas lacunas da alma, hoje sinto o sol arder
por toda pele já não há mais o que se possa ver
com as retinas secas no deserto, eu quisera estar vivo,
 mas a recompensa que se cai em minha fronte
 é ter em minha alma a certeza de que mesmo o mais
 impuros dos seres que hoje habitam a terra poderão
enfim ouvir aminha voz que clama por perdão divino
por erros que cometi com consciência e que mais
prejudicaram minha existência dando a ti o gosto da vitória
 por abandonar-me mesmo que não houvesse
merecido tal fim a minha carne.
Se julgares por maior sofrimento verá que sofrimento maior que possa ter sentido não foi enquanto me via arder ao sol torrente do deserto, mas a solidão a que fui fadada por toda vida dada as incertezas que me geraram fraca e louca a ponto de me perder em erros, sofrimentos e desafetos insatisfatórios a que me submeti enquanto vivia, já não sou digno de pisar ao chão então fado-me a vagar na escuridão do esqucimento.

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