Amo-te, eu não sei se te amo, se te amo não sei por que amo, amo
por que só sei te amar, o luzeiro te identifica como luar de meu peito, sois tu
luzeiro de amor ou paixão de ilusões, sois serenata do amor ou palavras de
compaixão, o que sois pétala em flor perdida que voas ao vento, o que queres
se não sois como a rosa toda que exala
perfume e enche de amor.
Se tu és um luzeiro de paixão quisera ludibriar minhas ilusões e
fitar-me com seu doce sabor, relava minhas dúvidas e celebra a atenuante
presença de ti em meu peito, quisera encontrar-te diante dos anjos em brancas nuvens
sabendo, pois que irei arder até ao infinito de minha alma, pois nada sois.
Sabes se amo como amo e por que amo, não sei se quero o que quero
e por que quero, o que resta desta carne que se desfaz a cada dia? O que resta
de um coração marcado por lágrimas de sofrimento calado por entre espinhos e
rosas? Soubera tu acalentar este coração. Sois como um barco a deriva em um mar
de bravas ondas, somente tu sabes como o navegar, somente tu navegas sem riscos
de um breve naufrágio, sou eu seu mar ou sou a calmaria após a tempestade, o
que dissera eu serei.
Não sei se vôo não sei se vou, não sei de nada, mas não lhe deixo
o que tu fazes comigo? Sou presença insana, sou água turva, sou gota no oceano,
sois um pássaro a minha procura, sou como a lava incandescente sou a brasa que
te queima, mas aos poucos já não está quente, sou um fel de amarguras um jardim
de emoções sou a palavra que procuras, serei eu em mil paixões, o que fazes já
não sei o que sou não saberei, o que digo não falei, o segredo se mantém se tu
soubera meu amor o quanto te aguardei.
Sois de longe minha razão sois talvez tudo que tenho já não sou
seu coração mas também não sou o vento, te vejo longe te sinto perto, te quero
tanto, há o deserto sou à lágrima que salina todo o mar que tu navegas, tu sois
rosa de jardim presa aos espinhos me desespero torno-me onda gigantesca para
que como gota possa te tocar. Tu, somente tu, sois amor de uma vida.

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