quarta-feira, 30 de março de 2011

SOPRO DO VENTO..

Oh triste vida no caos em que vivo, a solidão me abraça..
Triste e gélidas são minhas lágrimas, que o vento sopra..
Não mais viverei na escuridão, porém minhas lágrimas me entristecem..
Lindas asas tem a gaivota, que me trás o existir mais belo do ar..
Brando vento, que me sopra, ao longe eu vou..
Lindas águas que me tocam, vindas do céu gota a gota..
Suaves são suas mãos, que me tocam como a brisa..
Perfume mortal tem minhas rosas, ao deixar de existir..
Sopro sombrio tem o vento, hoje temo sua força..
Tristes são minhas palavras ao recordar de meu viver..
Palavras suas enrijecem o coração, amargurado de um existir..
Doces são seus gestos, na retina guardados..
Puro é esse sentimento, mas não o peço de volta..
Neblina fria do amanhecer, molha a tudo sem nada esquecer..
Larga esperança me sopra do vento, tão logo terei seu amor..
Simples gestos tu tens, apenas um convém esperar..
Doce o sabor ao colher seus sorrisos, amargo por não ter seu amor..
Tempestades se formam, sigo o sopro do vento..
Escurecer da tarde sombria, hoje não vi você..
Gélida noite no rio de tempestades, que se forma a minha volta..
Transparente a dor de minha alma, temíveis as sombras do quarto..
Dor profunda no peito, ardente dor de um querer..
Profunda lastima, de não lhe ter..
Luar tão bela tu podes ser, distante sempre vais estar..
A noite o mar te reflete, forma de ter-te por perto..
Raiar de sol no horizonte tardio, leva sua beleza repele o frio..
Chorar da manhã, tu foste ofuscada..
Alvorecer do vendo, triste madrugada..
Tão perto lhe tinha, ao longe sempre estais..
Lua nova recolhida, brutos ventos nuvens te cobrem..
Clarão de aurora, já não mais brilha em minha alma..
Sombras negras me abraçam, triste dor que me afoga..
Corripto sol que me queima, dor tardia que me sufoca..
Flor do campo a banhar-se com a chuva, rega-te a alma..
Lúdico sentimento que espero, dor de não o sentir..
Suave tocar em breves sonhos, triste, realidade por não possuir..
Sussurros solto ao vento, gritos de minha triste alma..
Soluços tristes, dor profunda a corroer..
Vestes simples possuo, pura seda te recobre..
Sombrios pássaros a voar, torna-se mais distante..
Gemidos seus a esperar, sonho flutuante..
Bravas teias a me enrolar, morte severa a minha espera..
Sonhar desconcertante, brisa presa segue no ar..

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